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Downtime – Problemas no housing

Sábado, 30 de Outubro pelas 14h30 o servidor ficou inacessível, passados alguns minutos estavamos a ser contactados telefónicamente e a averiguar junto do provedor. O que aparentemente seria um problema de rede, veio-se a revelar um grave problema eléctrico que ficou resolvido praticamente 2h depois.

No seguimento, foram efectuadas várias operações com os sistemas já online, e houve um erro humano nas operações de substituição dos circuitos e ups que levou a que hoje, Quarta-feira 03 de Novembro, surgisse nova falha de energia de cerca de 10 minutos.

Estas interrupções de energia, não são nada “saudáveis” quer para o hardware que para o software. Neste momento foi verificado o disco de erros, e os serviços, e tirando algumas tabelas no MySQL que foi necessário reparar aparentemente tudo está a funcionar correctamente, no entanto os utilizadores deverão reportar qualquer falha que detectem nos serviços. Foram também verificados as máquinas virtuais que estamos a servir e aparentemente, visto que é impossível saber e validar todos os serviços, tudo levantou e está a correr normalmente.

Para informações nestas alturas de crise, em que o nosso próprio site também fica sem serviço, configuramos uma conta no twitter que deverá seguir/consultar, o que não invalida/anula o contacto telefónico, aliás se houver uma indisponibilidade no serviço e não constar no twitter deverá ser reportado por telefone.

http://twitter.com/kolorbit

Em anexo os reports detalhados das ocorrências:
gct28979_rfo.pdf
gct29122_rfo.pdf

Internet Explorer 6 – o fim

Foi hoje que o Google deixou de suportar oficialmente o Internet Explorer 6. FINALMENTE. As novas funcionalidades de serviços existentes e novos sites, apps e serviços Google não irão ter suporte para IE6 o que quer dizer que não irão funcionar correctamente ou de todo.

Com praticamente 10 anos de serviço, provavelmente é o software obsoleto mais utilizado actualmente por esse mundo fora. Não são raras a vezes em que deparamos com um computador de um cliente a correr IE6, ou mais frequentemente com alguma queixa relativamente a uma funcionalidade que não funciona correctamente ou um elemento que não é exibido correctamente. As próprias estatísticas do nosso site mostram cerca de 15% de acessos com IE6 (isto para um site relativamente especializado e com uma audiência tendencialmente técnica).

O IE6 tem um histórico de falhas graves de segurança e comparado com um browser moderno falta de performance. Além disso, o grande problema é que os standarts evoluem, as potencialidades dos sites evoluem, as funcionalidades evoluem, as expectativas dos utilizadores evoluem e ao suportar um browser obsoleto implica(va) uma grande ginástica mental, soluções técnicas de compromisso ou deselegantes. Enfim, todo um desperdício de tempo e energias gasto a uniformizar, a contornar limitações do IE6 com implementações complicadas simplesmente para emular o funcionamento de um browser moderno. É um alivio este fim anunciado e toda a comunidade de programadores e webdesigners está feliz por (finalmente) se poder concentrar em entregar produtos melhores sem essa amarra dos últimos anos.

Portanto, e acompanhando praticamente todos os players do mercado, deixamos de suportar o IE6. Se ainda está a aceder aos nossos serviços com esse browser, deverá fazer uma actualização (ou pressionar o responsável técnico da sua rede) para um browser moderno.

Lista de browsers modernos não exaustiva (à data de escrita deste post)

IE 7 +
Firefox 3.0 +
Chrome 4.0 +
Safari 3.0+

Update – Youtube também irá desligar o suporte a browsers obsoletos
Update 2 – Para os mais saudosos ou sentimentalistas podem ver o funeral do IE6 aqui

Open source Vs software proprietário na web

Disclaimer: esta é uma partilha de uma opinião (bastante) tendenciosa a favor das opções open source e orientada para a web quer a nivel de ferramentas de desenvolvimento quer a nivel servidor. Diariamente utilizamos intensivamente, FreeBSD, Apache, MySQL, PHP e Eclipse (editor), entre outros fantásticos softwares open source. Como é óbvio também já deparamos com vários projectos Microsoft (99% de quota no software proprietário)

Hoje em dia, para a web cada vez faz menos sentido correr sistemas proprietários. Vários sites “grandes” em Portugal, ex: Chip7, Negocios deixaram de correr ASP da Microsoft para utilizarem PHP, outros são open-source desde o início SAPO (Perl, PHP, etc), Wikipedia, etc.

O que levou estas empresas a adoptarem o open-source e algumas mesmo a utilizarem software open-source no centro de todos os esforços online?

Custo: um servidor com sistema proprietário, normalmente baseado Microsoft, é necessário pagar várias licensas, desde logo do sistema operativo em si, servidor web, servidor de base de dados, upgrades, etc. Ao longo dos anos e conforme o número de servidores falamos na ordem dos milhares de euros. Num sistema open-source tudo isto é grátis e livre.

Flexibilidade: no mundo open source a escolha é tremenda, desde o sistema operativo, à linguagem, ao servidor de base de dados, ao editor, tudo mas mesmo tudo pode ser escolhido a partir de uma série de opções, customizado, ou mesmo alterado em função das nossas necessidades / preferências. Isto é algo que oferece uma capacidade fantástica de utilizar as melhores ferramentas, as mais produtivas para determinado projecto.

Base de utilizadores: a chamada comunidade open source já desde há uns anos que ultrapassou a massa crítica necessária e hoje em dia é uma comunidade com uma dimensão brutal quer em número quer em actividade. Isto, aliado ao facto de a cultura ser a de partilha e de intercambio de conhecimento e de linhas de código, fazem do desenvolvimente em open source uma actividade muito agradável visto ser possivel encontrar exemplos, documentação e código a implementar determinada funcionalidade rápidamente. Em Microsoft por vezes é um pesadelo implementar determinada funcionalidade, devido ao espirito fechado só se encontram dll pagos em que não é possivel analizar/alterar o funcionamento interno às nossas necessidades.

Performance: na sua configuração mais típica com o servidor Apache a correr PHP sobre uma base de dados em MySQL “out of the box” temos um conjunto muito sólido e que normalmente serve a maioria dos utilizadores em termos de performance, estabilidade e escalabilidade. E na realidade o mesmo se passa no mundo Windows. No entanto mais uma vez temos vantagens, especialmente quando queremos tirar todo o partido do hardware. O software disponível é principalmente escrito em C que é reconhecida como uma linguagem extremamente rápida. Levanta-se a questão de PHP ser uma linguagem interpretada que é naturalmente mais lenta do que compilada, mas é perfeitamente contornável, desde logo com software de compilação e cache que trata de manter os ficheiros compilados em memória para a próxima execução. Podemos optar por outras ferramentas, que possam ser compiladas em detrimento de PHP, podemos fazer cache em memória com o memcache, reverse proxy, etc…  podemos escrever um módulo em C para Apache e temos uma velocidade prodigiosa. Mais uma vez temos um vastissimo leque de opções em que podemos balancear velocidade e dificuldade de desenvolvimento.

Existe também uma natural vantagem em correr em sistemas baseados em Unix desde logo pelo facto de não forçarem a correr constantemente um ambiente gráfico que queimam bastantes recursos como Windows. Para expremer todo o potencial do servidor podemos (devemos) compilar todo o software (incluindo o próprio sistema operativo) optimizado para o processador que temos, algo que não é possivel em Windows, exactamente por não termos acesso aos ficheiros fontes mas apenas aos binários.

Típicamente e numa experiência puramente pessoal e empírica derivada de vários projectos um site “pesado” corre melhor e mais rápido em Open Source que em plataforma Windows. Se a plataforma for devidamente optimizada muito melhor mesmo, infelizmente pontualmente já vi assisti também (pontualmente felizmente) a sistemas open source de tal forma mal geridos que os sites/web apps sofriam uma quebra no desempenho.

Logicamente coloca-se a questão, se o software Open Source na vertente web está tecnologicamente maduro porque é que ainda existem tantos sites a funcionarem sobre Windows?

A resposta não é simples. Desde logo por uma questão “legacy” e porventura aquela que faz mais sentido. Se tivermos um site/web app implementado, a funcionar como desejado e somos proactivos na tecnologia x faz sentido aguardar o máximo a mudança. Existem outras multiplas razões, umas mais evidentes outras mais obscuras. Como se sabe qualquer mudança implica sair de uma zona de conforto e verifica-se por vezes que os responsáveis pelos sites são muito resistentes à mudança.

Curiosamente a maior parte das justificações na manutenção ou adopção de sistemas Microsoft baseiam-se exactamente nos pontos fortes do Open Source. Desde logo a tremenda base de utilizadores, scripts e software disponível tem como consequência lógica a (co-)existência de soluções e “developers” muito bons, com outros medianos e outros infelizmente maus. É necessário algum esforço para testar soluções e “developers” para obter bons resultados. A própria flexibilidade, na medida em que implementa a velha máxima de Unix “Existem várias maneiras de esfolar um gato” (tradução livre), também gera receios e indecisões principalmente quando existem vícios antigos e uma certa pré-formatação para a conformidade.

O próprio custo, é incrivel mas existe o preconceito que se algo for caro é porque é naturalmente bom e se for grátis é porque não presta… então os decisores optam pelo sistema pago, porque se algo correr mal se sentem mais protegidos: “Fizemos tudo o que podiamos, até gastamos x no sistema que agora não funciona”. Quando por vezes o que faz falta é um pouco mais de empenho… Existe também o receio do suporte, o que até é legitimo se pensarmos que tipicamente o suporte Open Source é feito informalmente sem interesse económico (leia-se vinculação) em fóruns, emails, etc. Mas esta também é uma falsa questão, visto que cada vez mais existem empresas e técnicos especializados a dar suporte profissional para sistemas Open Source.

Desta forma e sem entrar em discussões éticas, pormenores de licensas, fazemos uma opção consciente, uma opção clara pelos sistemas Open Source pelas razões práticas que acabamos de expor. Assumimos abertamente um compromisso em apresentar as melhores soluções Open Source quer a nivel de alojamento quer de desenvolvimento web que conhecemos. Iremos também na medida do possivel apoiar os projectos que utilizamos diariamente, retribuir para a melhoria constante do(s) software(s) sobre o quais funcionamos. Por outro lado as solução Microsoft serão progressivamente retiradas do site, aliás temos vindo a reduzir a oferta de serviços (neste momento tão pouco aceitamos novas contas) sobre Microsoft.

Temos a convicção que este é o melhor caminho.

Novo colaborador

Para reforço do suporte técnico, contamos à cerca de 2 meses com a preciosa colaboração do Marco Santos. O Marco está a frequentar o curso de Engenharia Informática na FCT,  é um fanático pelas tecnologias Open Source desde há vários anos e onde desenvolveu skills avançados.

Quem já teve a oportunidade de recorrer ao suporte e encontrar o Marco Santos sabe do que falamos.

Abertura do Blog

Bem vindo ao blog Kolorbit.com!

Este será o espaço priviligiado para comunicação das novidades acerca dos serviços kolorbit.com, desenvolvimento e partilha de novas ideias, novos desenvolvimentos e tendências do mercado de hosting.

Stay tuned…